segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O Beijo, de Gustav Klimt


Gustav Klimt



Há uns dias atrás, eu peguei um documentário pelo meio sobre esse curioso artista, sobre o significado dos seus quadros e como ele demonstrava a essência da sua vida pessoal em suas obras. Gustav klimt foi um pintor austríaco. A intenção deste post não é contar sobre a carreria, formação e suas principais obras...muito menos sobre métodos usados por ele... mas somente uma obra em especial... e por que ela me deixa tão pensativa e inspirada.

O Beijo



No documentário que assisti havia uma grande discussão em cima desse quadro, e desse tema: o beijo. No quadro mostra um homem vestido com um manto beijando uma moça, de forma delicada. A identidade da mulher é até hoje fonte de discussão, poderia ser uma parceira do pintor, que embora nunca tivessem tido um relacionamento sério e nem assumido, ela era sua parceira... e ele era dela...se amavam.

Porém a vida do pintor era livre, e ele se envolvia com mulheres de forma desapegada, apesar de mostrar tanta intensidade e sentimento em seus quadros. Um de seus temas favoritos era este. Particularmente, o amor impossível... rodeado de problemas e más intenções alheias... como ele mostra em outras obras.
No quadro é difícil encontrar alguma paixão na postura da mulher, na expressão da sua face, na maneira como tem os pés colocados, flexionados e tensos; o braço esquerdo, quase como se protegesse, tentando não receber o que ele lhe é dado... porém se entregando parcialmente, deixando a boca dele tocá-la. Mostra a submissão da mulher, a necessidade de ela ser protegida. E mostra o medo, seu punho direito nos ombros do homem estão fechados, demonstrando que ela está 'fechada'... exatamente como uma íntima forma de proteção.

A imagem me inspira, é um belo retrato do que acontece com a maioria das pessoas hoje em dia.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Desapontamento

***
Minha inspiração vem da ilusão
Tenho deixado o receio de escrever
E falar de coisas que todos pretendem esconder.
E eu ainda não o conheci

Tento ser verdadeira e não entrar em devaneios
Essa frieza aparente machuca
Meu coração está...ignescente
De um amor que nunca pode ser demonstrado
Por ser diferente

Das possibilidades que aparecem
o que esperar, se não decepções?
Por mais que tente imaginar o contrário
Minha consciência me convence que não há exceções

O conforto encontrado na rotina
O esquecimento em meio á raiva
Me traz clareza
...um assunto complicado.

Estou adormecida
e a decepção maior é comigo mesma
Por ter compreendido.
***