Talvez eu me sinta segura só nas possibilidades e nas expectativas.
Talvez eu, simplesmente, imagine o que não posso ter... criando a sua forma de falar, de agir, criando sua infantilidade chamativa e sua maturidade inebriante.
Sim, sou uma vítima contínua de amores e paixões platônicas. E quando estou vazia, e nesse sentimento criado e alimentado que busco motivação.
É como ouvir uma canção, visualizando uma cena com alguém com qualidades perfeitas e defeitos atraentes. Com traços leves porém fortes. É uma forma de enxergar que, eu sei, é difícil existir.... então eu coloco nos espaços que faltam, você. Alguém que ainda virá, e eu não veja como algo normal e rotineiro. E é o que me tem aparecido, é o que eu tenho aceitado e me confundido.
É a minha construção do que não se pode explicar. É acompanhar meu seriado preferido e perceber uma risada natural. É ver as estrelas e a lua, e sentir as lágrimas caindo diretamente no chão. Sentir a renovação de um pôr-do-sol.
Estou me atirando em um penhasco ao pensar a cada minuto o que você está fazendo, querendo saber mais de você e de como está sua vida no agora. E me dói pensar que mesmo a amizade foi mais forte um dia. Eu sempre me refugiei em você, porque você é igual a mim. É alguém fardado a morrer sozinho, por sempre querer algo que te complete... se sentindo bem estando só, sem precisar de ninguém e dependente de tudo que é intenso, que está ligado á fantasia e a uma utopia única. Nos escravizando no tempo.
É só uma forma de me acalmar. Escrever.
Porque eu sei, nada irá mudar... embora um dia eu ainda te encontre, e tente entender o que você quer ser, mas não consegue.
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